segunda-feira, 18 de maio de 2009

BRAÇO QUASE BOM

Pra quem notou que desde o dia 1.o de maio não falo da minha saúde: estou melhorando, sim. Devagarinho, mas estou. O braço direito está quase bom, embora eu, por precaução, ainda esteja operando o mouse com a mão esquerda, e escrevendo pouco, e aos poucos. Ainda assim, resolvi fazer uma loucurinha esta semana. Vou sexta, dia 22, de manhã, pra Curitiba. De carro. Vai dar. São só uns 400 quilômetros, e, como fica entre Sampa e Floripa, a Silvia vai me encontrar lá. Talvez o Celso vá comigo, e o Carlos irá de Camboriú. Minha mãe está passando umas semanas lá, vendo meus trezentos e tantos primos (mas principalmente o Darcy, em cuja casa está hospedada, para inveja dos outros 299 e tantos). Carlos, sexta passada, me ligou da estrada, indo pra Londrina. Na quinta, no Clube Ucraniano, em Curitiba, onde meu primo Dalton, geólogo e violonista (não necessariamente nessa ordem), toca semanalmente, com um grupo de amigos, pediu que minha mãe desse uma canja. Ela (que gravou, aos 80, o CD Ivone 80 Anos, cantando Ary, Cartola, Nelson Cavaquinho, Lupicínio, Noel e que tais), e agora já tem, portanto, 84), arrasou. Apesar de rouca e gripadíssima, decidiu cantar duas músicas, a pedido de meu primo. Impossível ela cantar duas músicas. Não deixam. E não deixaram. Teve de cantar trinta, e o sucesso foi estrondoso. Que Elisete, que Isaurinha, que Ângela, que nada. São grandes, mas Dona Ivone é maior. Interpretação, afinação, divisão inigualáveis. É maior. É o que todos diziam.O Clube reúne excelentes músicos, maestros, professores e intelectuais, gente de gosto apurado e com mais de trinta anos, é claro. Silêncio, estupefação, êxtase. Longos, calorosos e entusiásticos aplausos e vivas. Muita emoção. Querem fazer uma escultura em bronze para marcar o dia em que minha mãe cantou lá. Nesta quinta ela vai dar mais uma pala, sem dúvida vai repetir a dose. Pena que não posso estar lá, pois tenho consulta médica importante, para tomada de decisões sobre mudança em medicação etc..
Bem, quase vou esquecendo: vamos reunir os barbozas mais velhos e alguns curis e comemorar meu aniversário (66 anos, droga!) en petit comité no domingo. E aproveito pra ver velhos amigos curitibanos, mais alguns primos na segunda e na terça. Quarta estou de volta a sampa, pras, espero, ultimas semanas do tratamento.

3 comentários: