sexta-feira, 10 de setembro de 2010

na piauí, a farsa lulista do protógenes, esclarecida por raimundo pereira

Raimundo Pereira, criador dos combatentes e combativos jornais opinião e movimento,durante a ditadura militar brasileira, hoje edita Retratos do Brasil, onde, junto a outros abnegados jornalistas, tenta explicar honestamente aos brasileiros o que acontece por aqui. Na piauí que está nas bancas, a matéria de capa é dele. é um relato das investigações que ele e armando sartori fizeram para a Retratos do Brasil, sobre a caríssima e endinheirada farsa montada pelo delegado protogenes para beneficiar a italia telecom contra o citibank. a italia telecom competia com o citi por fatias do mercado de telefonia no brasil, e resolveu montar a farsa, com o apoio do governo lula, e aliada a um bando de policiais e jornalistas, para complicar - e como - a vida do daniel dantas e do seu banco oportunity, que o citi encarregara de gerir parte dos fundos que mantinha nas ilhas cayman. raimundo esclarece que o dinheiro de cayman pode entrar no brasil graças a resoluções do banco central feitas com o objetivo de permitir que dinheiro que saiu sujo volte limpo. aprende-se muito lendo o insuspeito raimundo - que, por exemplo, vota na dilma para presidente, apesar de tudo.
raimundo vai publicar, sobre o assunto, o livro O Escandalo de Daniel Dantas:Duas Investigações - que sai mes que vem pela editora manifesto - a mesma da Retratos do Brasil.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

por que votar em plinio, do psol

Transcrevo pensamento do meu amigo duarte pereira, com o qual concordo inteiramente:

"Nesta eleição presidencial tão desfavorável aos interesses históricos dos trabalhadores, especialmente dos trabalhadores proletarizados e assalariados, Plínio representa a persistência na luta por uma sociedade indissociavelmente democrática e socialista, com firmeza estratégica, mas também com flexibilidade tática, como nos impõem as difíceis condições objetivas e subjetivas que enfrentamos. Plínio tem dado provas também da ironia sagaz e bem-humorada que caracteriza os lutadores envelhecidos, que conheceram derrotas e decepções, mas não perderam a coerência e a esperança."

terça-feira, 7 de setembro de 2010

chega de brasilia

acabo de morar quatro meses e meio em brasilia. nao nos demos bem. coisas lindas, lá, aqueles monumentos. mas nao e lugar pra se morar, nem pra se trabalhar. nao sei onde um genio como oscar niemeyer estava com a cabeça quando deixou o lucio costa fazer aquilo - e ajudou! aos poucos darei os detalhes, pelo menos parte deles. é claro que estou frustrado, mas também aliviado. na mesma medida. que delicia respirar de novo a popuição paulistana. e logo a alternarei, de novo, com a paisagem - natural - de floripa. e espero bloguejar mais do que nos ultimos tempos. obrigado aos novos seguidores. me perdoem a ausencia, mas a vida e assim, nao é?
eduardo e miguel, meus netos, estao cada vez mais maravilhosos. e resistindo bem à secura do ar brasileiro. eu cheguei ontem a sampa e recdebi hoje uma bela chuva de boas vindas. obrigado, sampa, é de voce que eu gosto. voce é que é linda.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

FOI-SE O BRAVO VASSÃO

HEROICO VASSÃO

Pouca gente sabe, mas o Nehemias Spereta Vassão, morto dia 10 de junho último em São Paulo, além de editor de Alta Rotação e dos Segredos de Fábricas, na Quatro Rodas dos anos 60/70, era o ótimo regente do Coral da Igreja Batista da Liberdade. Quando eu era seu colega na QR, fui algumas vezes ver as apresentações do coral nos cultos da igreja, em fins de semana.
E sua rede de informantes nas fábricas era realmente fantástical. A Volks deve a ele a sugestão do nome Gol, mas nem sempre suas relações com ele foram cordiais. Um dos furos mais sensacionais de Vassão foi levar o excelente fotógrafo George Love ao interior da fábrica, e conseguir que um funcionário deixasse à mostra por alguns segundos, num galpão fechado a sete chaves, o protótipo do Karmann Ghia TC. As fotos foram feitas no escuro, do alto de uma parede escalada por Vassão e George, e depois George foi revelando a foto em sucessivas exposições, milimetro por milimetro, até conseguir o tempo ideal de revelação, e demos uma belíssima capa, com o protótipo bem nítido. A Volkswagen - que também tinha informantes na Abril - soube quando a capa já estava rodando, e ameaçou a editora de retirar toda a publicidade de todas as revistas. Depois de dias de negociação, que incluiram a matriz na Alemanha e a direção da Editora, com o apoio e a participação valente e firme de Robert Civita (eu e Mário de Andrade éramos os secretários de Redação, e Mauro Ivan Pereira de Mello o diretor), ganhamos a briga, a Volks recuou e publicamos a capa, com uma grande reportagem, mais de um ano antes de o Karmann Ghia TC ser lançado.
As histórias de Vassão, furando os segredos das fábricas, dariam um livro maravilhoso, além de testemunhar uma fase inesquecível do jornalismo brasileiro.(ESCRITO PARA O BOLETIM JORNALISTAS&CIA)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

César, Lula e Duarte

E-mail que acabo de mandar ao Duarte Pereira
Duarte amigo,
a paciência e a dignidade são das virtudes que mais admiro em você, nesse esforço de divulgar e comentar o que acha importante para as reflexões dos amigos e a militância possível nos tempos que correm. Não desista, amigo. Dificilmente o que é dito com honestidade e espírito público não é deturpado e transformado numa jogada, num conchavo ou mesmo numa conspiração, e justamente por aqueles que estão, eles sim, envolvidos em jogadas e conspiraçoes, e não perdem uma chance de inventar, caluniar, tirar o valor do que é dito lançando no ar uma mentira que compete, até deteriorar a afirmaçao verdadeira.
Sinceramente, não sei se o Lula deve ou não processar o César Benjamim, que, na minha opinião, realmente não deveria ter publicado essa história sem pesquisar melhor e ver qual seu real significado. Por mais que o Lula, na época, tivesse a libido à flor da pele, para mim seria um absurdo e uma burrice sem tamanho ele, na prisão, e na companhia de outros presos, atacar sexualmente alguém. Recorde-se, por sinal, que Lula estava preso no Dops, cujo diretor era Romeu Tuma, que já na época demonstrava sua grande habilidade política. Como o próprio delegado me contou, na época, no intervalo de uma entrevista ao Bom Dia Sao Paulo, jornal que eu apresentava, a prisão de Lula e de outros sindicalistas foi negociada.Tuma, antes de prender Lula, demonstrou a ele a conveniência dessa prisão, para evitar uma perseguição maior e mais grave, de que ele estava sendo ameaçado por setores mais extremados dos comandos militares - torturas e até morte, pelo que se falava na época. Por isso mesmo, Lula pôde sair da prisão para o enterro da mãe, por exemplo, e não duvido que, se pedisse, não pudesse receber uma visita íntima. De qualquer forma, não tenho nenhuma dúvida de que a afirmação de Lula, ao falar que quis transar com um menino do MEP, foi pura brincadeira. Quem quer que tenha estado com Lula nesses momentos de descontração, nos bares, sabe que ele fazia mesmo esse tipo de brincadeiras. Quem não se lembra, por exemplo, da brincadeira que ele fez com Ziraldo, e este divulgou, dizendo que "o que me interessa nas feministas é a b... delas"? É claro que ele estava fazendo uma afirmaçao machista, mas é também claro que não diria isso em nenhum contexto mais sério - como numa entrevista que fiz com ele na TV Bandeirantes, em 1980, no Dia do Trabalho, no programa Cidade Aberta, que eu apresentava, e na qual o inquiri exatamente sobre isso. É claro que ele desmentiu o Ziraldo.
Por isso, penso que o Lula não querer por lenha nessa fogueira é uma atitude respeitável - como respeitável é a tua opinião de que ele deve processar o César Benjamim. Confio em você o suficiente para saber que você não propõe isso para ajudar ou prejudicar candidato algum. Propõe porque crê que é a melhor forma de estabelecer a verdade histórica. Mas, amigo, terá de conviver com as más interpretaçoes do que diz ou publica. É a sina dos bem intencionados, de que, segundo os mal intencionados, o inferno está cheio. O inferno dos bem intencionados, amigo Duarte, é aqui.
grande abraço
ruy

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

NOVE ANOS ATRÁS

Faz nove anos, uma menina me entrevistou para um trabalho escolar. Achei hoje a entrevista, num canto deste laptop. Vamos ler juntos?

ENTREVISTA COM PSICÓLOGO


1) Iniciais do nome.
Ruy Fernando Barboza

2) Idade.
57 anos

3) Sexo.
Masculino
4) Estado civil.
diviorciado
5) Onde se formou?
Psicologia na Universidade São Marcos, 1987, Direito na USP, 1965
6) Fez especialização? Onde?
Psicanálise na Escola Freudiana de São Paulo, de abordagem lacaniana, filiada à Escola Freudiana de Paris, fundada por Jacques Lacan; Análise Bioenergética (CBT - Certified Bioenergetic Therapist) pelo International Institute for Bioenergetic Analysis, de Nova York, EUA, fundado por Alexander Lowen.
7) Fez pós-graduação? Onde?
Mestrado em Ciências da Comunicação, na USP
8) Qual a sua base teórica?
Dentro da corrente Reichiana, a abordagem a que me filio na Análise Bioenergética, que obviamente é uma Psicoterapia Corporal, inclui, além da pensamento de Wilhelm Reich revisto por Alexander Lowen, as referências mais atuais dentro da Psicanálise, segundo as pesquisas e o pensamento de John Bowlby.
9) Quantos anos tem de formação?
Formei-me em Psicanálise em 1980 (antes de me graduar em Psicologia), e em Análise Bioenergética em 1995.
10) Há quantos anos atua na área?
Desde 1987.
11) Fez ou faz psicoterapia? Quanto tempo?
De 1968 até hoje.
12) Qual sua melhor qualidade?
Como psicoterapeuta, certamente é a empatia em relação às questões do paciente - a capacidade de permitir "ressoar" em mim e de, ao mesmo tempo, discriminar, lidando com a contra-transferência.
13) Qual o seu pior defeito?
Ainda como psicoterapeuta, uma certa ansiedade para ver o paciente progredir. Muitas vezes me pego querendo que ele cresça antes do seu tempo.
14) O que você considera mais fascinante em seu trabalho?
A possibilidade, que somente este trabalho oferece, de uma relação tão profunda com o sofrimento emocional, e de ver as pessoas desfazendo os bloqueios e nós de sua existência.
15) O que você considera mais importante em seu trabalho?
A contribuição que dou para que as pessoas superem os nós de que falei na resposta anterior, criando esse espaço único, exclusivo, para o seu crescimento.
16) Algum paciente te deixa com tédio? (Se sim) O que você faz?
Sim, muitas vezes. Não há um procedimento padrão. Procuro perceber onde seus problemas estão me "pegando", e geralmente identifico, como razão básica, a minha impotência subjacente. Isso me ajuda a poder de novo voltar a estar atento, e a acompanhar sua jornada. Fico mais "ativo", mais diretivo, mais produtivo como terapeuta, nesses momentos. E o resultado geralmente é saudável, para mim e para o paciente. Muitas vezes incluo meus sentimentos na sessão, assumindo-os. Isso é de grande valia para o paciente, que assim pode se sentir autorizado a também ter sentimentos e assumi-los, na sessão ou diante de outras pessoas, na vida, caminhando para a "congruência" de que nos falam Carl Rogers, Alexander Lowen e outros.
17) Algum paciente já te despertou raiva? (Se sim) O que você fez?
Sim, muitas vezes. Não há um procedimento padrão. Procuro perceber onde seus problemas estão me "pegando", e geralmente identifico, como razão básica, a minha impotência subjacente. Isso me ajuda a poder de novo voltar a estar atento, e a acompanhar sua jornada. Fico mais "ativo", mais diretivo, mais produtivo como terapeuta, nesses momentos. E o resultado geralmente é saudável, para mim e para o paciente. Muitas vezes incluo meus sentimentos na sessão, assumindo-os. Isso é de grande valia para o paciente, que assim pode se sentir autorizado a também ter sentimentos e assumi-los, na sessão ou diante de outras pessoas, na vida, caminhando para a "congruência" de que nos falam Carl Rogers, Alexander Lowen e outros.
18) Algum paciente já lhe provocou medo? (Se sim) O que você fez?
Sim, muitas vezes. Não há um procedimento padrão. Procuro perceber onde seus problemas estão me "pegando", e geralmente identifico, como razão básica, a minha impotência subjacente. Isso me ajuda a poder de novo voltar a estar atento, e a acompanhar sua jornada. Fico mais "ativo", mais diretivo, mais produtivo como terapeuta, nesses momentos. E o resultado geralmente é saudável, para mim e para o paciente. Muitas vezes incluo meus sentimentos na sessão, assumindo-os. Isso é de grande valia para o paciente, que assim pode se sentir autorizado a também ter sentimentos e assumi-los, na sessão ou diante de outras pessoas, na vida, caminhando para a "congruência" de que nos falam Carl Rogers, Alexander Lowen e outros.
19) Como você se sente quando é assediado por um paciente?
Ajudo-o a perceber seus sentimentos e assumi-los, tomando posse deles, mas, ao mesmo tempo, podendo analisar o quanto seria inadequado e prejudicial, ao trabalho e a ele, a atuação do sentimento, seja ele defensivo (ou seja, encobridor de uma defesa, contra a psicoterapia, por exemplo) ou não. Esta afirmação se aplica não apenas aos sentimentos sexuais, mas a todo e qualquer sentimento. A raiva, a tristeza ou os sentimentos sexuais devem ser aceitos, mas não, necessariamente, atuados. Posso sentir vontade de matar o meu chefe, ou posso sentir desejos sexuais em relação a ele, mas a atuação desses sentimentos pode trazer mais prejuizos do que benefícios. Posso sentir vontade de chorar, mas o choro, em certas ocasiões, pode trazer resultados negativos por parte do ambiente. Por isso, é preciso também que eu saiba desenvolver auto-domínio, auto-possessão.
20) Dê sua opinião sobre o relacionamento entre paciente e terapeuta.
Imagino que você esteja falando de relacionamento sexual, certo? É desastroso, é antiético, é profundamente prejudicial para o paciente. É um abuso criminoso, e deveria ser um tema importante em todos os tipos de formação em psicoterapia (infelizmente, não é quase abordado). E cabe ao psicoterapeuta cuidar disso - e não ao cliente. É responsabilidade do terapeuta lidar com os sentimentos sexuais do paciente (dos dele, então, nem se fale), para que ele possa aceitá-los e saber que pode dirigi-los na vida de maneira saudável. Os sentimentos sexuais nunca devem ser censurados, mas nunca devem ser atuados no interior da psicoterapia. A psicoterapia é precisamente o lugar em que o paciente pode, por exemplo, solucionar traumas de abusos anteriores (geralmente, nesse caso, o paciente os traz em sua história, e foi abusado por familiares, ou médicos, ou professores, ou advogados etc..).
21) Você já viveu alguma situação constrangedora? Conte.
Já vivi, sim, mas seria antiético entrar em detalhes sobre situações de consultório. No entanto, a resposta à pergunta anterior me parece suficiente. Se o terapeuta está bem preparado, tendo feito uma boa formação, uma boa terapia e boas supervisões, saberá lidar com qualquer situação constrangedora que surja durante o processo.
22) O que você considera mais interessante em seu trabalho?
Veja a resposta à pergunta 14.
23) Sobre as dependências entre o relacionamento de terapeuta e paciente. Fale algo.
Pergunta muito mal formulada, incompreensível. Mas se você quer saber se a psicoterapia provoca dependência, respondo que um terapeuta bem formado saberá conduzir o trabalho de forma que o paciente saia da dependência. Do contrário, ficará como o personagem do Woody Allen, fazendo 25 anos de análise, 5 vezes por semana, sem melhorar, e muitas vezes ficando cada vez pior...
(FINANCEIRO E EMOCIONAL):

24) Você já se emocionou com algum paciente? Conte a situação.
Emociono-me todos os dias, com todos os pacientes, pois sou um ser humano. Se você quer saber se já chorei, se já ri, se já esbravejei com pacientes, sim, sim e sim. É o dia a dia do consultório. Isso já foi dito em várias respostas anteriores, e já disse como lido com os meus sentimentos.
25) O que você acha da psicoterapia?
Já foi respondida.
26) Já sentiu vontade de rir de alguma situação que o paciente lhe trouxe? Qual?
Já foi respondida. Milhares de vezes
27) Há alguma dependência emocional entre paciente e terapeuta?
Já respondida.
28) A questão financeira do terapeuta gera insegurança em perder paciente?
Gera, é claro. E é uma das situações em que o terapeuta corre riscos de deslizes éticos. É antiético, e prejudicial para a terapia, o terapeuta tentar "segurar" pacientes, seduzindo para que ele não vá embora, assim como atuar qualquer outro tipo de desejo - mesmo o desejo de o paciente se curar.
29) Você consegue se manter totalmente neutro?
Não. Ninguém consegue. Quem diz que é terapeuta neutro, está mentindo.
30) Você acha que todas as pessoas precisam fazer terapia?
Não. Muitas pessoas conseguem elaborar sem terapia seus problemas - pessoas com o ego suficientemente "flexível", que conseguem se adaptar a situações novas sem entrar em crise.
31) Qual a maior dificuldade que teve no seu início de profissão?
Foi no trabalho com pacientes de câncer, terminais. Sobretudo os jovens. Eu tinha muita dificuldade em lidar com a minha impotência diante do sofrimento deles e da morte iminente. Foi duro aprender a aceitar esse sofrimento e poder fazer-lhes companhia nessa viagem. E ainda é.
32) O que você acha do papel do CRP?
Muito importante. O CRP deve ser o maior guardião da ética e estabelecer diretrizes sólidas para a formação de psicoterapeutas.
33) Se você tivesse certeza de que um de seus pacientes tivesse matado uma pessoa, qual seria a sua reação?
Não sei. Não é possível responder de forma genérica a uma pergunta como essa. É uma pergunta boba.
34) Quais críticas faz à sua profissão?
Minhas críticas não são à profissão. Mas a grande parte dos profissionais e aos cursos de Psicologia, que não preparam ninguém, realmente, para a psicologia clínica, nem para a organizacional, nem para a educacional. E acho também que os profissionais deveriam, de forma geral, se preocupar mais em fazer uma boa formação. Mas acho que essas questões só irão se resolver com o tempo
35) Que conselhos daria para quem está começando o curso de psicologia?
Aprofundar-se em cada uma das questões trazidas ao longo do curso, sem preconceito em relação a nenhuma abordagem. Procurar desenvolver uma empatia em relação a cada um dos autores estudados, entendendo os pressupostos de seu pensamento. Não escolher a abordagem com que quer trabalhar, a não ser depois de terminado o curso. Procurar aceitar as contribuições das diversas correntes do pensamento psicológico, de forma a fazer depois, honestamente, sua síntese pessoal. Não "conciliar", não deixar passar as coisas que não estiver entendendo, para não assimilar mal o aprendizado. Procurar discutir à exaustão todas as questões éticas que lhe surjam à mente. Não se contentar com as interpretações e explicações simplistas, tão comuns no nosso meio, do tipo "é a mãe", "é o Édipo", "é racionalização", "é projeção", "está na fase oral". Levar em conta o social, a intersubjetividade de que nos fala Felix Guatari.
36) Você gosta da profissão que escolheu?
Adoro - dá pra ver, não?

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

COMPARANDO LULA E FHC

e agora a campanha antiFHC se dedica a encontrar filhos do ex-presidente. hoje de manhã apareceram mais dois. e o engraçado é que um trabalha como carreegador, o outro como contínuo. caramba, esses jornalistas picaretas que se dedicam a usar os filhos (é a mesma turma que na campanha do color contra o lula conseguiu aquele depoimento podre da lurian lembrando que o lula tinha pedido à mae dela para fazer um aborto)contra os pais nao se cansam mesmo. mas falta um dado, já que eles gostam tanto de comparar o governo lula com o de fhc, como se isso significasse alguma coisa - é como comparar os milagres do edir macedo com os de cristo, e concluir que o edir macedo é melhor, pois já fez muito mais milagres! - etão por que nao comparar o patrimonio dos filhos do lujla com o dos filhos do fhc? vao concluir que o fhc é péssimo pai. nem teve a generosidade de usar o bndes, nem o banco do brasil, nem as estatais para tornar os filhos grandes empresários - todos estão com empreguinhos vagabundos. desse jeito, quem vai herdar do getulio o titulo de pai dos pobres é o fernando henrique, e nao o lula, que está sendo é o pai dos ricos!